EVA GREEN

 

Por Bill Mather (link).

 

 

Por Chris Wahl (link).

 

 

Por Daniel Cox (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 00h20
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SE FOSSE VERDADE, A VENEZUELA SERIA O CÉU

 

Por Benett (link).

 



Categoria: Miscelânea
Escrito por Marson Guedes às 01h04
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SOBRE ESSE NEGÓCIO DE PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS - PARTE 3

 

Quando um cientista vai colocar a mão na massa, ele deve se preocupar bastante com o arranjo do experimento que vai conduzir.

Em primeiro lugar, o cientista precisa saber o que está procurando, qual é o fenômeno que está investigando. Para isso, ele precisa de uma teoria que dê conta dos fatos, que os explique adequadamente. Uma boa teoria responde bem às questões existentes e suscita novas perguntas, novos questionamentos que, por sua vez, suscitarão novos experimentos. É assim que a ciência funciona. Já se disse que a ciência avança como em uma dança entre teoria e experimento. Nenhum experimento científico sobrevive em um vácuo conceitual.

Em segundo lugar, o cientista deve se assegurar que o experimento responde à pergunta que ele, inspirado pela teoria, está fazendo. Esta é uma parte delicada do processo, pois um arranjo experimental capenga leva a resultados capengas que não podem ser devidamente interpretados. Vou dar um exemplo da pesquisa com surdos sinalizadores (aqueles que usam a língua de sinais como meio preferencial de comunicação).

Na época em que fiz pesquisas com surdos, minha pergunta era a seguinte: se a língua de sinais tem subcomponentes visuoespaciais à serviço da linguagem, é possível que estes surdos, por conta do uso prolongado da língua de sinais, sejam mais rápidos do que os ouvintes não sinalizadores em tarefas que exijam o raciocínio visuoespacial? Calma.

Quando os surdos sinalizadores se comunicam, eles usam os sinais, que são totalmente visuais. Por assim dizer, os surdos sinalizadores conversam usando os olhos. Nos ouvintes, a mesma comunicação se faz com o ouvido. Pense: se os surdos sinalizadores usam o espaço para definir sujeitos, verbos e objetos, eles devem usar componentes do raciocínio visuoespacial para isso. Movimento de braços, mãos e dedos são cruciais para a sinalização eficiente: eles usam e interpretam visualmente os sinais, espaço e movimentos servem de apoio para a linguagem.

Depois de ler a literatura relevante deste campo, a pergunta que me fiz foi: será que os surdos sinalizadores apresentam um desempenho superior ao de ouvintes não sinalizadores em tarefas puramente visuais, ou seja, em que o espaço não é usado como meio de linguagem? O que eu precisava fazer era submeter surdos sinalizadores e ouvintes não sinalizadores a uma tarefa que demandasse unicamente o raciocínio visuoespacial, livre de qualquer componente linguístico.

Um experimento feito desta maneira, comparando o desempenho destes dois grupos, responderia à minha questão? Aparentemente sim, mas não. É que ficaria faltando algo na hora de explicar uma possível diferença: ela seria atribuída a quê? Como este tipo de diferença tende a favorecer os surdos sinalizadores, pode-se argumentar que é a longa experiência com a língua de sinais que causa o desempenho superior dos surdos sinalizadores em tarefas visuoespaciais. É igualmente possível argumentar que o fator determinante não é a experiência linguística dos surdos sinalizadores, mas o simples fato de que eles são surdos. A primeira explicação é linguística, a segunda é sensorial; a primeira enfatiza a plasticidade neural direcionada pelo uso da língua de sinais, a segunda enfatiza a plasticidade neural direcionada pela ausência da audição.

É possível sair desta encrenca adicionando um terceiro grupo experimental composto por pessoas que sinalizem e sejam ouvintes: os intérpretes. Eles são ouvintes, a língua falada é seu meio preferencial de comunicação, mas eles são sinalizadores proficientes e usam a língua de sinais faz muito tempo. Se este grupo entrar no experimento, podemos interpretar adequadamente uma possível diferença de desempenho entre o grupo de surdos sinalizadores e o grupo de ouvintes não sinalizadores. Se os intérpretes (ouvintes sinalizadores) apresentarem desempenho semelhante aos surdos sinalizadores, concluiremos que o fator determinante da diferença entre estes grupos é o uso prolongado da língua de sinais. Por outro lado, se os intérpretes apresentarem desempenho semelhante ao dos ouvintes não sinalizadores, concluiremos que o fator determinante da diferença é a perda auditiva.

(Ah sim: neste caso, os surdos sinalizadores estão mais próximos do surdo sinalizador do que dos ouvintes não sinalizadores, favorecendo a interpretação linguística).

É preciso muita arte, muito planejamento para que um experimento seja bem conduzido e apresente resultados aproveitáveis. O erro de não incluir o grupo de intérpretes neste experimento deixaria sem resposta uma das perguntas mais importantes, que é saber a que se deve uma possível diferença de desempenho em tarefas visuoespaciais. Seria uma ciência capenga.

A coisa se estende a outros aspectos do experimento, notadamente à estatística complexa usada para analisar os dados. Se isso não for feito com cuidado e precisão, o experimento torna-se inaproveitável.

Fazer ciência não é fácil, é um processo lento e doloroso, especialmente num Brasil que ainda carece dos recursos e apoio necessários. Mas o que me importa agora é dizer que os experimentos começam com uma teoria, e que não é qualquer experimento que responde às perguntas que a teoria suscita.

Estamos prontos para conversar sobre o que significa uma prova da existência de Deus.

(continua)



Categoria: Ciência
Escrito por Marson Guedes às 12h35
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ILUSTRAÇÃO

 

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Escrito por Marson Guedes às 12h29
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ARARA

 

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Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 03h30
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HAIR STYLE

 

Por Bill Mather (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 10h50
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CLOWN

 

Por Tiago Hoisel (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 10h52
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Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 11h50
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