CHARGE REEDITADA

 

Por Orlandeli (link).

 



Categoria: Miscelânea
Escrito por Marson Guedes às 10h49
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UMA PAUSA PARA PENSAR

 


BARBARA GANCIA

(Texto publicado ontem na Folha - sugestão do meu amigo Zico Santana)



Eu pertenço aos Hernandes

Quem já viu a pregação da bispa Sônia na TV sabe que é pouco provável que Deus a use como instrumento

 

COMO VOCÊ reagiria, nobre leitor, se um filho, um sobrinho ou um irmão seu fosse submetido a lavagem cerebral? Pessoalmente, eu não saberia nem por onde começar a responder a essa espinhosa pergunta.

São muitos os jovens cooptados por seitas ultimamente. Só de conhecidos meus, conto quatro casos explícitos ocorridos nos últimos dois ou três anos.
As vítimas são todas pessoas instruídas, endinheiradas, viajadas e cosmopolitas. Nunca lhes faltou nada e, mesmo assim, todas alteraram os rumos de suas vidas depois de entrar em contato com algum suposto salvador de almas ou um templo qualquer em que todas as glórias estão ao alcance de quem se dispõe a pagar o dízimo.

Ao longo desta semana, o comentarista esportivo Milton Neves afirmou na rádio Bandnews FM que foi só depois de o jovem Ricardo Izecson Santos Leite, o nosso Kaká, ter conquistado o título de melhor jogador do mundo que o Ministério Público resolveu interrogá-lo sobre sua ligação com os líderes da igreja Renascer. Estevam e Sônia Hernandes são condenados nos Estados Unidos por evasão de divisas e acusados. No Brasil, entre outros delitos, são acusados de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e estelionato.

Milton Neves também afirmou que ninguém tem nada a ver com isso se Kaká escolheu abraçar esta ou aquela religião. O colega tem razão quando faz implicação de que o Ministério Público anda querendo aparecer nos últimos tempos, mas talvez ele não saiba que o envolvimento do nome de Kaká na investigação é anterior à sua eleição como melhor do mundo em 2008.

E eu não discuto a religiosidade de Kaká. Ao contrário, admiro quem se dedica à fé e tento fortalecer a minha própria todos os dias. Nem tampouco tenho qualquer coisa contra evangélicos. Mas o que se discute no caso da igreja Renascer não é uma questão espiritual ou mística. Estamos falando de um caso de polícia.

Se Ricardo Izecson afirma doar grandes quantias à Renascer e se essas transferências de dinheiro não constam dos extratos apresentados pelos autodenominados "apóstolo" e "bispa", nada mais justo do que querer saber do atacante milanista como as transações foram executadas. Se Ricardo Izecson se sente tão próximo do casal Estevam e Sonia Hernandes a ponto de pagar as custas de seus advogados, a Justiça tem todo o direito de saber o que motiva sua generosidade.

Quem já assistiu às pregações da "bispa" Sônia na TV sabe que é pouco provável que Deus a tenha usado como instrumento na obtenção das inúmeras realizações terrenas de Kaká. É bem mais plausível que elas sejam fruto do esforço pessoal do grande jogador.

É aí que a porca torce o rabo: como é que Kaká pode afirmar publicamente que deve tudo o que conquistou ao casal Renascer, como pode chamar de complô a prisão de quem foi pego com dinheiro não-declarado dentro de uma Bíblia, como é capaz de usar o termo "perseguição religiosa" para defender os Hernandes quando existem dezenas de ocorrências policiais dizendo que eles lesaram freqüentadores humildes de seus templos?

Como você reagiria, nobre leitor, se um filho, um irmão ou um seu ídolo futebolístico fosse submetido a lavagem cerebral?


barbara@uol.com.br



Categoria: Miscelânea
Escrito por Marson Guedes às 10h39
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PROGRESSIVE

 

Por Sam Weber (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 12h09
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CARTUM

 

Por Duke (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 13h26
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FEBRE AMARELA

 

Por Benett (link).

 

 

Por Fernandes (link).

 



Categoria: Miscelânea
Escrito por Marson Guedes às 22h57
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CAÇADORA DE FÓSSEIS

 

Por Jean (link).

 



Categoria: Ciência
Escrito por Marson Guedes às 15h33
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ESPECIAÇÃO, UM BARCO NO QUAL EU NÃO ENTRO

 

Seria interessante se você lesse o texto anterior


 

A especiação é o processo de uma espécie se transformar em outra espécie por meio da seleção natural, e isso ao longo de períodos de tempo muito longos. Todo evolucionista que se preza sabe que a força do darwinismo depende de a especiação ser verdadeira, ou seja, de ela ser realmente o mecanismo para explicar a diversidade da vida.

Olhe à sua volta e verá um número enorme de animais e insetos. Há pássaros de todo tipo, insetos há em profusão. Pássaros e insetos têm formas, cores, comportamentos e habitats diferentes. Como se faz para explicar essa diversidade?

O evolucionista afirma que essa diversidade vem da especiação, que nada mais é a seleção natural chegando a seu ponto máximo, ou seja, uma espécie transformou-se tanto devido às pressões do ambiente que passou a ser outra espécie. Assim, é possível que os cachorros, daqui a alguns milhões de anos, tenham mudado tanto que não podem mais ser chamados de cachorros: eles terão se transformado em outra espécie.

Todo evolucionista que se preza sabe que o poder explicativo do evolucionismo reside na especiação. Alguns parecem compreender que esse é também o aspecto mais frágil da teoria. Se eu fosse evolucionista, apregoaria com alta voz o poder da especiação para gerar toda a diversidade da vida que existe na terra. Faria também outra coisa: nunca apregoaria que as evidências para a especiação são poucas e de difícil interpretação.

Para provar que uma espécie se transformou em outra é preciso achar fósseis bem preservados de uma determinada espécie. Depois é preciso achar registros fósseis de uma espécie que surgiu pela especiação a partir da primeira. O mais importante: é preciso achar o registro fóssil da espécie intermediária. Como exemplo, podemos citar a idéia de que os répteis surgiram dos peixes. Uma espécie de peixe adaptou-se a viver perto das margens. Por alguma pressão ambiental, junto com alguma variação proveitosa dentro daquela espécie, aquele peixe conseguiu tirar oxigênio da água e do ar. Você pode imaginar o processo seguindo até o ponto em que o peixe faz incursões na terra firme e, por fim, depois de milhões de anos, virou um réptil. O peixe começou respirando na água e no ar, depois só no ar, depois suas nadadeiras foram se adaptando e viraram patas, e então ele conseguiu viver em terra firme, dando origem aos répteis. Um peixe virou réptil ao longo de milhões de anos: a especiação é isso. Pense nos macacos e no homem, e o processo é o mesmo – pelo menos, segundo os evolucionistas.

Eu olhava para isso tudo e ficava sem saber o que fazer. Por um lado a especiação faz sentido, mas por outro exige demais de mim. São muitas as variáveis que eu preciso supor que não são variáveis para então admitir que algo semelhante possa ter acontecido. Analisar o registro fóssil é muito complicado, e fazem-se muitas suposições na hora de montar esqueletos e tal. No caso de fósseis humanos, a coisa fica ainda mais complicada. Ossos podem durar mil anos, mas não duram duzentos mil anos. Sabe o que resiste mais ao tempo? Os dentes, pois a dentina que reveste os dentes é a mais dura substância produzida pelo corpo. Assim, se eu estiver interessado nas origens do homem, os fósseis que mais me interessam estarão nas piores condições.

Há outro problema. Não é difícil analisar os diferentes bicos dos tentilhões das ilhas Galápagos se você tiver em mãos um bom número de exemplares e ferramentas teóricas adequadas. Tentilhões em uma ilha longe do continente são praticamente um experimento ao vivo. Mas quanto à especiação, a coisa é muito diferente. Se o registro fóssil é escasso e as análises muito toscas, o que sobra é muita especulação e poucos dados. Além disso, seria necessário fazer vários experimentos com duração de milhões de anos para obter dados confiáveis para apoiar ou contradizer a especiação. E então nós voltamos para os fósseis, sua escassez, a dificuldade de analisá-los e...

É por isso que não acredito na especiação. Há muito em jogo, mas os dados são muito frágeis. Para adotar a especiação como explicação para o surgimento dos humanos, e da diversidade das espécies, eu precisaria ter muita fé em algo inacabado e frágil. Fé porque teria que acreditar em algo que não vejo, e dizer que aquilo é a verdade inquestionável. Eu teria que dar a fósseis escassos e muito incompletos o status de provas incontestes. E isso eu não faço, mesmo depois de ser bombardeado de todos os lados no meio acadêmico que me é tão caro.

Não acredito na especiação porque ela exige que eu tenha fé demais nela. Não acredito na especiação porque sou cético demais para engolir o que hoje é o establishment no meio acadêmico. Tudo bem. Já tenho a fama de revoltado mesmo...

Há ainda dois motivos pelos quais abandonei a evolução como teoria válida: a imprecisão irritante de seus textos e as "viagens" conceituais. Fica para a próxima.



Categoria: Ciência
Escrito por Marson Guedes às 15h30
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GRUMP

 

Por Orlandeli (link).

 

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 13h45
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