UMA PROPAGANDAZINHA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM

 

Se esses instrumentos te interessam, pode comprar de olhos fechados. A Marceli, minha irmã, só faz as coisas no capricho, além de entender muito de música. Ela herdou as habilidades manuais do meu pai, e o gosto pela música, bem, não sei de quem. O mesmo se aplica à Marcinha, minha outra irmã que está envolvida no projeto. Uma é pianista e professora de musicalização, a outra é flautista, violoncelista e professora de música. Tá bom para você?

Coisa fina.

Compre, compre, compre.


 



Categoria: Miscelânea
Escrito por Marson Guedes às 01h01
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AQUARELAS NO IBIRAPUERA

 

Por Cárcamo (link).

 

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 00h48
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EVOLUÇÃO

 

Por Fernandes (link).

 



Categoria: Ciência
Escrito por Marson Guedes às 02h08
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QUERER EU NÃO QUERIA, MAS...

 

Para quem não gosta de discutir evolução darwinista, eu até que tenho bastante livros que tratam do tema. Sem grandes esforços encontrei uns dez livros que tratam da evolução ou a pressupõem. Mas não pense você que isso é sinal de gosto pelo assunto. Bem ao contrário. O que li sobre evolução é mais um dever imposto do que uma vontade pessoal.

Para mim, essa discussão sobre evolução é uma chatice sem fim. Há brigas entre evolucionistas e cristãos. Há brigas entre as escolas de evolucionistas, pois alguns darwinistas ortodoxos torcem o nariz para os defensores do equilíbrio pontuado proposto por Gould. Há também conflitos entre cristãos – pasmem! Os defensores da interpretação literal do Gênesis acham que a terra tem apenas 8.000 anos, mas há os cristãos que defendem que a terra tem 4 bilhões de anos ou mais (entre os quais eu me incluo). No meio desse tiroteio cruzado, em que quase todos atiram nos amigos e nos inimigos sem distinção, muita gente fica perdida, sem saber em que acreditar. Muitos são vitimados por balas perdidas.

Vou contar no começo o fim da história: o culpado é o mordomo, quer dizer, continuo criacionista mesmo depois de muito pensar e analisar o que se diz nas igrejas e nos corredores científicos. A volta foi dolorosa, mas teve o mérito de tirar esse peso dos meus ombros.

Acho muito difícil discutir esse tema com cristãos. Em geral eles pendem para a interpretação literal do Gênesis, e muitos estão prontos a mencionar "dados científicos" que "comprovam" a posição que eles adotaram. Qualquer pergunta mais consistente gera uma de duas reações: (1) a pessoa simplesmente despreza o que você fala porque está mais interessada em falar; (2) a pessoa ouve e reage com indignação e um certo nervosismo.

Eu não gosto de discutir a evolução darwinista, mas vou mergulhar nessas águas conturbadas a pedidos.


 

O darwinismo e o criacionismo são posições antagônicas, explicações divergentes para o mesmo fenômeno, ou seja, a vida na terra e sua diversidade. Uma pressupõe a existência de Deus, a outra pressupõe que ele não existe. Michael Behe publica A caixa preta de Darwin (Jorge Zahar editores), e logo aparece um livro evolucionista para se contrapor aos ensinamentos anti-darwinianos de Behe. O Richard Dawkins escreve Deus, um delírio (Companhia das Letras), e logo em seguida sai publicado O delírio de Dawkins (Mundo Cristão), escrito por Alister e Joanna McGrath. Na esteira da polêmica do último livro de Dawkins, a Companhia das Letras lançou uma nova edição de O gene egoísta, um clássico do mesmo autor. E assim vai vivendo o mercado de livros.

Mas há uma coisa muito profunda a unir darwinistas ortodoxos e criacionistas tacanhos: o reconhecimento de que há muita coisa importante nos começos, na origem das coisas, na Origem das espécies, se você quiser. No meu entender, a briga é feroz porque há muita coisa em jogo – Quem somos nós? De onde viemos? Temos algum valor intrínseco? – embora meu palpite seja de que quase ninguém está consciente desse impulso primal de entender as origens. As apostas são elevadas.

Querer eu não queria, mas vou escrever sobre evolução. Chegou a hora.



Categoria: Ciência
Escrito por Marson Guedes às 01h58
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MÁRIO DE ANDRADE

 

Por Baptistão (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 01h16
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MARKEMANCADA

 

Por Jean Galvão (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 00h12
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THE RIDE

 

Por Brooke Olivares (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 14h59
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TUNGADAS E TUCANADAS

 

Por Fernandes (link).

 



Categoria: Miscelânea
Escrito por Marson Guedes às 12h47
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MENOS PLATÃO E MAIS CRISTO

 

Por Alexandre Robles (link).

 

Pois bem, se eu sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés,
vocês também devem lavar os pés uns dos outros.

João 13.14


Jesus afirma que é Mestre e Senhor de seus discípulos e sob essa afirmação determina que sigam seu exemplo. E porque é Senhor é que Ele também é Mestre. Em outra ocasião, falando a respeito dos fariseus de sua época, Jesus disse que há apenas um que deve ser chamado Mestre por causa de sua proeminência divina, nivelando todos os homens como irmãos uns dos outros [Mateus 23.8]. Cristo declara que apenas o Senhor é que tem ascendência e autoridade sobre os homens e que todos os homens, independente da autoridade funcional, estão na mesma posição hierárquica de servos de Deus, por isso que nenhum homem seja servo de outro homem [Atos 4.19].

Também ensina que o Mestre deve ser seguido pelo que faz e não pelo que diz. Diferentemente, os fariseus eram aqueles que diziam muito e nada faziam, eles pretendiam se sentar na "cadeira de Moisés" e Jesus denuncia sua atitude advertindo seus ouvintes de que façam o que deles ouvem, mas não imitem o que eles fazem [Mateus 23.1-3]. O discípulo de Cristo deve seguir o que Ele fez e não somente o que falou.

Isso torna o Evangelho uma mensagem única na humanidade. E o contexto judaico nos tempos de Jesus informa que vivemos dias muito parecidos.

Os judeus viviam sob o Império Romano, tinham na língua grega seu idioma popular, para o qual haviam traduzido do Hebraico todo o Antigo Testamento. Roma era o Império Político, mas sua cultura era plenamente influenciada pelo mundo helênico, que além da língua grega, deixara para Roma também a cultura. A filosofia grega era difundida, conhecida e sutilmente impregnada em toda consciência social da época.

Por isso, a atividade de reflexão da época era discursiva, baseada na filosofia que valorizava mais o pensamento que a atitude e que defendia que o livre pensamento era a maneira com que o homem transcendia e se relacionava com a divindade. Era comum que os homens se reunissem a partir de discursos.

Os fariseus apoiavam-se nessa construção filosófica onde o discurso é mais importante do que a prática e foi isso que Jesus denunciou.
Já o judaísmo, baseia-se na experiência, no relacionamento pessoal, na transformação interior que causa fatos exteriores. Os fariseus, apesar de guardarem e defenderem princípios legais interpretados a partir da Lei de Moisés, eram mais gregos que judeus em sua construção existencial, porque se apoiavam no discurso e não na prática.

Jesus, em meio a esse desvio da tradição dos fariseus, afirma que o processo de ensino cristão acontece naquilo que se faz e que deve ser imitado. Por isso ele ordena que seus discípulos façam discípulos de todas as nações e define o método: "ensinando a guardar todas as coisas" [Mateus 28.20], o que difere do pensamento grego que determinava que o mestre deveria ensinar todas as coisas, sem necessariamente ensinar como fazer.

O apóstolo Paulo, judeu em sua construção existencial que viveu a cultura grego-romana, afirma que deveria ser imitado, assim como imitava Jesus [1 Coríntios 11.1], demonstrando que entendeu perfeitamente o método judeu de ensino. O escritor aos Hebreus afirma que os guias espirituais devem ser imitados em sua fé [Hebreus 13.7]. E Paulo lembra seu discípulo Timóteo de que seu discipulado está baseado no conhecimento íntimo e pessoal, necessário para a imitação [2 Timóteo 3.10,11].

Assim, a prática cristã contemporânea deve se basear na tradução judaica de Jesus e não na filosofia grega. A filosofia influenciou nossa teologia,que influenciou nossa eclesiologia, que influenciou nossa práxis cristã. Temos sido gregos e não judeus, temos sido platônicos e não cristãos.

No cristianismo filosófico moderno o amor é platônico, a teologia é utópica, a prática eclesiástica é romântica e por conseqüência a prática cristã – experimentada no cotidiano – é fraudada pela consciência de que aquilo que é pregado não pode ser vivido, assim como os pregadores e líderes espirituais mesmo afirmam, de que o que pregam não é vivido integralmente.

Fato é que no cristianismo "cristão", ou seja, que está apoiado de fato na vida de Cristo, não há espaço para utopias e platonismos, aquilo que se prega e que se requer foi vivido pelo Mestre. Jesus lava os pés de seus discípulos para depois dizer que eles deveriam fazer o mesmo. Ele poderia ter dito, assim como os gregos, que os discípulos deveriam obedecer a sua ordem, mas sendo judeu, disse que deveriam imitar o que fazia.

Tudo o que o Evangelho afirma que devemos viver é possível ser vivido. Deus não blefou, como os filósofos que tratam de teorias e pensamentos. O cristianismo não é uma utopia impossível e romântica que eleva o padrão moral dos homens, mas que jamais poderá ser vivido. Isso me faz lembrar da história do professor de teologia que estava analisando o texto de Paulo que diz que seus leitores deveriam imitá-lo assim como Ele imitava a Cristo e um aluno o interrompeu para observar que Paulo fora arrogante em sua afirmação. O professor silenciou por alguns segundos e disse que se o aluno não poderia dizer o mesmo não deveria estar naquela cadeira, pretendendo o ministério. Para o professor, definitivamente, o evangelho não é uma filosofia, para o aluno, porém, o cristianismo é uma utopia que valida os blefes dos pregadores modernos.

Por isso, a Igreja Contemporânea deveria retornar às bases judaicas de Cristo para apoiar seu ensino e prática. Carecemos de mestres que nos ensinem como viver o evangelho e menos de pregadores e seus discursos inflamados que eles mesmos não crêem. Carecemos de uma experiência realmente comunitária, onde as expressões de louvor migrem do palco da performance dominical para as rodas e ajuntamentos dos dois ou três que cantem o sentido de sua fé e não as "dez mais tocadas na rádio gospel". Carecemos de ministração pessoal e relacional e não de orações feitas de si para si mesmos, que promovem discursos infundados e retóricos e que fazem com que as orações simples do dia a dia se transformem em "mantras" vazios de significado para cumprir protocolo religioso antes de refeições em família.

Carecemos de menos discurso, de menos congressos que promovem figurões e estrelas do mundo evangélico-gospel.

Que a teologia filosófica grega dê lugar à teologia cristã judaica. Menos Platão e mais Cristo, para a glória de Deus, para que o evangelho seja vivido.



Categoria: Filosofia
Escrito por Marson Guedes às 12h13
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ELLA

 

Por Martin French (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 11h49
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