VENCENDO A MORTE

 

Por Benett (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 09h26
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O QUE É UM CÉTICO? 3 DE 5

 

Declaração que consta de todas as edições da revista Skeptic, veículo de comunicação da The Skeptics Society (link). A tradução é minha.


 

O que significa ser cético? Algumas pessoas acham que ser cético é rejeitar novas idéias, ou pior: elas confundem "cético" com "cínico" e acham que os céticos são um bando de ranhetas mal-humorados, sem qualquer inclinação para aceitar qualquer afirmação que vá contra o status quo. Isso está errado. O ceticismo é uma abordagem provisória diante das afirmações. É a aplicação da razão a toda e qualquer idéia – não há espaço para vacas sagradas. Em outras palavras, o ceticismo é um método, não uma posição. Em termos ideais, os céticos não conduzem investigações presos à possibilidade de que um fenômeno possa ser real ou que uma afirmação possa ser verdadeira. Dizer que somos "céticos" significa que precisamos ver evidências muito fortes antes de crermos em algo. Os céticos são do Missouri – o estado americano do "quero ver primeiro". Quando ouvimos uma afirmação fabulosa, nós dizemos: "Que legal. Prove-a".

O ceticismo vem de uma longa tradição histórica, que remonta aos gregos antigos. Sócrates observou: "Só sei que nada sei". Mas, se tomada literalmente, tal posição é estéril, improdutiva e quase ninguém a aceita. Se você for cético a respeito de tudo, terá que ser cético em relação ao próprio ceticismo. À semelhança de uma partícula subatômica radioativa, o ceticismo puro se desprega do átomo e gera um traço visível em nossa câmara úmida de Wilson(*).

O ceticismo moderno se personaliza no método científico, que envolve a coleta de dados para formular e testar explicações naturalistas para os fenômenos naturais. Uma afirmação passa a ser factual quando as confirmações são suficientes para gerar um mínimo de concordância temporária. Mas todos os fatos na ciência são provisórios e sujeitos a questionamento. Portanto, o ceticismo é um método que conduz a conclusões provisórias. Algumas afirmações, tais como a habilidade de achar água usando uma varinha mágica, percepção extra-sensorial e criacionismo foram testadas – e não passaram no teste – um número suficiente de vezes para concluir-se provisoriamente que elas não têm validade. Outras afirmações de fenômenos, tais como a hipnose, origem da linguagem e buracos negros foram testadas, mas os resultados não foram conclusivos. Assim, é preciso continuar formulando e testando hipóteses e teorias até que cheguemos a uma conclusão provisória.

O ponto principal do ceticismo é aplicar, de maneira contínua e vigorosa, os métodos da ciência para navegar nos estreitos traiçoeiros que ficam entre o ceticismo "nada sei" e a credulidade "qualquer coisa serve". Há mais de 300 anos o filósofo e cético francês, René Descartes, após uma dos expurgos céticos mais completos da história intelectual, conclui que de uma coisa ele tinha certeza: Cogito ergo sumI think, therefore I am – Penso, logo existo. Mas a evolução pode ter nos projetado para rumar em outra direção. Os humanos evoluíram para ser animais que buscam padrões recorrentes e que fazem inferências causais; fomos amoldados para encontrar relações significativas no mundo. Os que conseguiram fazer isso com mais competência foram os que geraram mais descendentes. Somos esses descendentes. Em outras palavras, ser um humano é pensar. Parafraseando Descartes:

Sum Ergo CogitoI Am Therefore I Think – Existo, logo penso.


 

(*) Câmara de Wilson: as partículas subatômicas não poder ser vistas a olhos nú, mas elas interagem com vapor de água se este estiver extremamente saturado e resfriado, formando riscos visíveis que evidenciam sua trajetória. A câmara de Wilson (cloud chamber) é uma câmara selada que contém esse vapor de água e é usada para detectar partículas subatômicas provenientes, por exemplo, de elementos radioativos. A existência do pósitron foi confirmada em 1932 usando-se uma dessas câmaras.



Categoria: Filosofia
Escrito por Marson Guedes às 09h22
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TÁ ONDE?

 

Por Orlando Pedroso (link).

 



Categoria: Afins
Escrito por Marson Guedes às 12h31
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IRVINGTON

 

Por Xiangyuan Jie (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 12h29
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30 ANOS SEM ELVIS

 

Por Fernandes (link).

 

 

Por Wouter Tulp (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 12h17
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O EMPATE NÃO É SUFICIENTE - 2 DE 5

 

Basta-lhe que as hipóteses céticas não sejam rejeitadas, isto é, sejam possíveis, para que seu raciocínio triunfe: o empate é sua vitória.

Plínio Junqueira Smith (Ceticismo, Jorge Zahar Editor, 2004, p. 26).

 

Quando comecei a me interessar por filosofia, eu me satisfazia em ler e tentar compreender o que aquele filósofo estava dizendo ou aonde sua argumentação estava me conduzindo. Mesmo aqueles que eram abertamente contra minhas crenças traziam essa satisfação, pois o desafio de rever meus conceitos sempre foi revigorante. Mas o prazer de ter domínio filosófico sobre uma proposta já não é mais o mesmo. Entender e refutar continuam sendo atividades indispensáveis às minhas reflexões, mas hoje são ofuscadas por minha vontade de afirmar.

É isso que me incomoda no ceticismo filosófico. De um lado temos o filósofo do senso comum, aquele que chuta uma pedra e acha que a pedra é real seu é pé é real, seus movimentos são reais, a intenção de chutar a pedra é real e, se estiverem descalços, a dor também será real. Afinal, tudo parece tão real que não há motivos para desconfiar que não passa de uma ilusão causada pelos sentidos.

Os filósofos céticos questionam a validade dessas afirmações. Dizem que não há como provar que a percepção da realidade - chutar a pedra - é a própria realidade. Afirmam que não há justificação possível para o que costumamos chamar de conhecimento do mundo - sentimentos próprios e de outras pessoas, uma mente própria e a mente de outras pessoas etc. O cético analisa as afirmações dos filósofos do senso comum dizendo: "Há várias alternativas para dizer o que é que realmente percebemos e, enquanto não excluírmos as alternativas apresentadas pelo crítico, não podemos afirmar nada com certeza" (p. 18, grifo no original).

É possível rejeitar a hipótese de que as percepções, que nos parecem tão reais, não passam de ilusões criadas por um demônio mal-intencionado ou por um super-computador que, ao enviar impulsos elétricos para nosso cérebro, faz que ele "sinta" que a pedra chutada é real? Não. É impossível rejeitar essa hipótese. Portanto, o cético se abstém de fazer qualquer juízo em relação à realidade e, por assim dizer, tira do filósofo do senso comum o direito de fazê-lo.

"Para o cético, a idéia mesma de uma justificação é altamente problemática e conduz a um impasse insolúvel" (p. 22, grifo no original). Assim, resta ao cético conformar-se - contentar-se? - com o empate.

Tal suspensão do juízo é insuficiente para mim.


 

O apóstolo João escreveu algumas palavras muito relevantes para esse embate sobre o que é real. Elas se encontram em 1João 1:1: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida". O contexto da passagem deixa claro que essa Palavra da vida é Jesus (compare com os primeiros versículos do evangelho de João). Se a proposta de João para a realidade for verdadeira, estou livre para descartar a hipótese cética.

Digo isso porque, para João, Jesus Cristo "era desde o princípio", ou seja, é eterno e tudo conhece. Se Cristo, o Deus tornado homem, se ofereceu para ser ouvido, visto, contemplado e apalpado, então essas percepções podem servir para justificar que nossos sentidos captam a realidade com alto grau de precisão a realidade, embora de maneira imperfeita.

Se Deus é o originador de tudo e Jesus veio em carne para nos mostrar quem Deus é, a própria idéia de ouvir, ver, contemplar e apalpar a realidade é legitimada. Assim, não é preciso mais duvidar que a pedra existe, que pode ser chutada e que vai doer se você chutá-la com os pés descalços. O mundo "volta" a ser o que sempre pareceu ser, agora liberto das hipóteses céticas.

É por isso que, na minha opinião, o empate cético é insuficiente e insatisfatório. A realidade pode sim ser percebida pelos sentidos, ainda que de maneira incompleta. E isso me basta: "Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (Atos 17:28). É assim que afirmo a realidade.



Categoria: Filosofia
Escrito por Marson Guedes às 13h46
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GUM MACHINE

 

Não é foto, é pintura. Por Chris Stott (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 11h12
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FUTEBOL DO GRUMP

 

Por Orlandeli (link).

 

 



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Escrito por Marson Guedes às 21h12
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LULA POR LULA

 

Por Benett (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 21h10
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