VESTIDO VELHO

 

Por Pryscila (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 10h58
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LANDSCAPE

 

Por Jared Shear (link).

 

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Escrito por Marson Guedes às 11h01
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E EU RESOLVI ME ARRISCAR NA AVENTURA DE ESCREVER SOBRE POLÍTICA - PARTE 4

 

Eu queria mesmo era falar do Lula

Agridoce. Penso nas coisas do nosso presidente Lula e o que me vem à cabeça é um gosto agridoce. Designação simples, que me agrada pela simplicidade, e que é tristemente exata.

É o doce de sua personalidade carismática, sua incomparável habilidade política, sua história de vida cheia de superações. Ele é um vencedor, sempre com fome de vitória. E o Brasil está nas mãos dele.

É o acre da minha decepção. Ele fechou os olhos para a corrupção, e assim não viu mensalões nem as malfeitorias de Dirceu, Gushiken e Palocci. Ele não sabia de nada, ficou surpreso de saber pela mídia aquilo que estava debaixo de seu nariz. Ele sentiu o gosto do poder e esqueceu daquilo que representava: a esperança de um operário governando um país pensando em seus pares trabalhadores. Sentiu o gosto do poder, aferrou-se a ele, pagou preços sarneyros para conseguir apoio político, e soltou bolsas-famílias como quem conta votos. Deu certo. E o Brasil está nas mãos dele.

Agridoce é bom na comida chinesa. Eu gosto. Em um presidente vira gosto amargo, gosto de decepção. É que o gosto doce de suas conquistas pioram o gosto acre de suas malfeitorias, assim como o gênio administrativo de um homem faz esta genialidade amargar por causa de seu truculento gênio ganancioso. Na comida chinesa o agridoce é bom. Nos quase oito anos de presidência lulista, o gosto torna-se tão amargo quanto alta é sua popularidade.

Metamorfose ambulante, foi o que o presidente disse de si mesmo. Metamorfose agridoce, eu acrescentaria. Ele chorou de alegria em cadeia nacional de televisão, no Jornal Nacional da Globo, sua primeira entrevista. Sintomático. Ele assumiu seu primeiro mandato e uma parte do mercado ficou com medo de taxações socialistas. Bobagem. Imediatamente travestiu-se de defensor conservador dos fundamentos econômicos. Mandou controlar de perto a inflação, deu a devida autonomia para o Banco Central, atingiu as metas do superávit primário e – horror para o discurso petista radical – liquidou a dívida com o FMI, aqueles calhordas capitalistas que mereciam calote. E, horror dos horrores, ainda emprestou algum para esta afamada instituição a fim ajudar países em dificuldades. Nem Serra teria sido tão mercadológico.

O doce de uma trajetória e habilidade brilhantes misturou-se ao acre da indisposição de lutar pela corrupção e resultou em mim um amargor, como se eu tivesse bebido um poção de bile, o lado negro do poder.

Há muita coisa boa a se dizer sobre o Brasil dos últimos oito anos. Hoje tenho um saudável orgulho do meu país que não imaginava possível quinze anos atrás. Mas hoje? Hoje só consigo pensar no barbudo agridoce que tanta amargura me trouxe. E o Brasil está nas mãos dele.



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Escrito por Marson Guedes às 14h42
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LULAS

 

Por Duke (link).

 

 

Por Cárcamo (link).

 

 

Por André Toma (link).

 

 

Por Baptistão (link).

 

 

Por Gustavo Duarte (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 14h33
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JIMI HENDRIX

 

Por Luis Gaspardo (link).

 

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Escrito por Marson Guedes às 09h04
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PRECIOSA ÁGUA

 

Por Enrique Lacoste (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 02h58
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TWITTER

 

E não é que eu me rendi e fiz um Twitter?

Funciona assim: eu publico um post e aviso qual é o post no Twitter. Vou dizer o que eu publiquei (charge, caricatura, pintura, tira, texto etc) e quem foi o autor.

Se você prefere saber qual foi o post do dia antes de acessar o blog, agora você tem esse recurso. Basta ter um leitor de feeds, tal como o Google Reader ou outro da sua preferência.

Vailá: http://twitter.com/marsonguedes.

Tem também o link à sua direita, em "Outros Sites".

Inté.



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Escrito por Marson Guedes às 13h35
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NÃO PISE NA GRAMA

 

Por Marcelo Braga (link).

 

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Escrito por Marson Guedes às 13h09
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2010, UM ANO PARA OS ENCANTADORES DE VOTO

 

Por Boligán (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 11h50
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PASSEIO EM PARATY

 

Por Cárcamo (link).

 

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Escrito por Marson Guedes às 01h00
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O BOM E O MUITO BOM

 

Por Orlandeli (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 14h24
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LINGER

 

Por Audrey Kawasaki (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 11h59
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AH SE FOSSE ASSIM

 

Por Stocker (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 01h12
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MAZZAROPI

 

Por Fernandes (link).

 



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Escrito por Marson Guedes às 11h07
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E EU RESOLVI ME ARRISCAR NA AVENTURA DE ESCREVER SOBRE POLÍTICA - PARTE 3

 

O tamanho da decepção presente é o tamanho da esperança passada

Estava no carro ouvindo o rádio, era a entrevista com um vereador petista que estava esclarecendo sobre as acusações de corrupção na prefeitura. A coisa estava complicada porque o prefeito de Santo André tinha sido assassinado a tiros. A trama foi uma combinação de tramóias com empresas de ônibus do município e desvio de dinheiro para campanhas eleitorais do PT. Diz-se que Celso Daniel, então prefeito, soube de desvio de dinheiro para as pessoas do esquema, e que resolveu fazer um dossiê revelando as maquinações. O suposto dossiê morreu com ele.

O vereador petista foi ao rádio para falar do suposto esquema de levantamento de fundos para as campanhas do PT e para enriquecimento pessoal de alguns. Como era de se esperar, ele defendeu seu partido e seus colegas. Negou peremptoriamente qualquer irregularidade. Por fim brandiu com a espada seu argumento final: "Como meus colegas de legenda podem ser corruptos? Isso não faz nenhum sentido. Eles são do PT!" Frio na espinha.

Quem sabe destas coisas diz que o esquema montado em Santo André serviu como laboratório para o esquema nacional do PT para levantar recursos por intermédio de valeriodutos e variantes. A investigação sobre a morte do prefeito continua sem conclusão até hoje. Foi em 2002.

É possível que alguém se irrite comigo por causa das minhas críticas ao PT, como se fosse uma vendeta pessoal. Não é. Explico. Eu esperava do PT muito mais do que ele apresentou nestes anos em que galgou os cargos públicos mais importantes do país.

Na oposição, o PT tinha fama de se guiar pelo lema quanto-pior-melhor, ou seja, quanto pior for a situação para o governo, melhor seria para o partido. Assim, as críticas poderiam ser mais ferrenhas e fama de partido ético, rigoroso, ficaria mais evidente para os eleitores. E eu me recordo bem que, nas eleições majoritárias, a questão da ética foi um ponto decisivo na vitória de Marta Suplicy e de Lula. Surgia uma nova esperança – uma nova estrela, se quiser – em que os mais ferrenhos dos críticos poderiam mostrar à nação a que vieram. Sim, havia uma esperança no ar.

Eu não fiquei muito animado, devo dizer. Ao mesmo tempo, fiquei na expectativa quanto ao que o pessoal da estrela vermelha faria. Como conduziria a coisa pública? Como manejaria o dinheiro? Daria calote no FMI como a ala radical queria? Erradicaria a corrupção como sugeriu aquele vereador de Santo André? Eu queria acreditar.

Penso no mensalão e não consigo acreditar que este é o mesmo PT da oposição que cobrava transparência. Penso na postura ainda mais conservadora adotada por Lula na condução da economia brasileira, e fico me perguntando o que há de diferente em relação ao governo anterior. Penso nos aumentos de impostos durante a gestão Marta Suplicy e me desgosto com o discurso de melhor gestão da verba em vez de aumento de impostos. Até hoje a chamam de Martaxa. E ouça lá: do jeito que o governo Lula está gastando, e aumentando a dívida publica, virão mais impostos por aí. A CPMF, que antes era um monstro a ser morto e enterrado na oposição, é a delícia desejada no governo atual.

Pense comigo e verá que existe uma ironia nisso que escrevo. Se tenho fortes críticas ao PT, como explicar minha decepção? Eu deveria estar de bravatas por ter farejado a hipocrisia antes, certo? Ora, só se decepciona quem tem expectativas, e boas expectativas. Todas caíram por terra, a começar pelo mensalão que triturou a ética, e a continuar pelo acolhimento de um programa de poder em detrimento de um programa de governo. Eu me decepciono porque tive esperança, ainda que do tipo vamos-ver-agora-se-esses-caras-conseguem-fazer-alguma-coisa-direito. Não fizeram, mostraram que são feitos do mesmo material que os outros políticos. Nenhum partido mais levanta a bandeira da ética, pois aquele que o fazia jogou a bandeira no chão e pisou nela sem a menor cerimônia.

Por isso o frio na espinha com a conversa se-é-PT-então-é-honesto-e-ponto-final.

Fico pensando de onde vem minha indignação contra os políticos corruptos. Vem, claro, do senso comum, da ideia de que eles estão lá para governar em nosso favor. Foi esta tarefa que nosso voto atribuiu a eles. No meu caso existe mais uma oitava nesta melodia dissonante, que é grande proximidade funcional que vejo entre os representantes do povo e os representantes de Deus, entre políticos e religiosos. Não é à toa que muitos religiosos se embrenham na política. Ambos exercem suas funções por delegação em favor de um grupo de pessoas, e ambos mostram propensões à mentira, ao roubo e ao descaramento. Quando soa em mim uma nota dissonante por causa de alguma falcatrua política, soa também uma nota em outra oitava que me recorda das falcatruas religiosas. São farinha do mesmo saco, farinha que cresce espoliando a esperança alheia.

(continua)



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Escrito por Marson Guedes às 01h39
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BRASIL, Sudeste, COTIA, GRANJA VIANA, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Gastronomia
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